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quinta-feira, 4 de abril de 2019


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SALMO 68 (67) *

História da luta do povo de Deus 
1         Do mestre de canto. De Davi. Salmo. Cântico
2*       Deus se levanta: seus inimigos debandam, seus adversários fogem de sua frente.
3         Tu os dissipas como a fumaça se dissipa; como a cera se derrete diante do fogo, assim perecem os injustos diante de Deus.
4         Os justos ao contrário se alegram, exultam na presença de Deus e dançam de alegria.
5*       Cantem a Deus, toquem ao seu nome, atapetem o caminho daquele que avança pelo deserto. O nome dele é Javé: alegrem-se na presença dele.
6         Pai dos órfãos, protetor das viúvas, assim é Deus em sua morada santa.
7         Deus aos marginalizados uma casa, liberta os cativos e os enriquece. Somente os rebeldes permanecem na terra seca.
8*       Ó Deus, quando saías à frente do teu povo, e avançavas pelo deserto,
9         a terra tremeu, o céu se dissolveu diante de Deus, o Deus do Sinai; diante de Deus, o Deus de Israel.
10        Derramaste sobre tua herança, ó Deus, uma chuva copiosa, aliviando a terra esgotada,
11        e o teu rebanho habitou na terra que tua bondade, ó Deus, preparou para o pobre.
12*     O Senhor deu uma ordem, o anúncio de um exército numeroso:
13        «Reis e exércitos fogem correndo, e as mulheres repartem os despojos.
15        Enquanto o Todo-poderoso dispersava os reis, a neve caía sobre o monte Sombrio».
18        Milhares e milhares são os carros de Deus. O Senhor marcha do Sinai para o santuário.
19        Subiste ao topo, levando cativos, e a ti deram homens como tributo,
20*     Bendito seja o Senhor a cada dia! Deus leva nossas cargas: ele é o nosso salvador!
21        Nosso Deus é um Deus que liberta, ao Senhor Javé pertencem as portas da morte.
22        Sim, Deus esmaga a cabeça de seus inimigos, e o crânio cabeludo do criminoso contumaz.
23        O Senhor disse: «Eu os farei voltar de Basã, eu os farei voltar do fundo do mar.
24        Você banhará seus pés no sangue do inimigo, sangue que os cães lamberão com suas línguas».
25*     O teu cortejo aparece, ó Deus, o cortejo do meu Deus, do meu rei, a caminho do santuário.
26        Na frente marcham os cantores, atrás os tocadores de harpa, no meio as jovens, tocando pandeiros.
27        «Bendigam a Deus nas assembléias, bendigam a Javé na comunidade de Israel».
28        Na frente vai Benjamim, o mais novo; os príncipes de Judá, com seu tropel; os príncipes de Zabulon, os príncipes de Neftali.
29*     Desfralda, ó Deus, o teu poder, o teu poder, ó Deus, que age em nosso favor.
30        Que os reis tragam o seu tributo ao teu Templo, em Jerusalém.
31        Reprime a Fera dos caniços, a tropa dos Touros e os Novilhos dos povos.
Que se rendam a ti com barras de prata. Dispersa os povos que gostam de guerras!
32        Do Egito venham os grandes, e a Etiópia estenda as mãos para Deus.
33*     Cantem a Deus, reis da terra, toquem para o Senhor,
34        que avança pelos céus, os céus antigos.
Ele ergue sua voz, sua voz poderosa:
35        «Reconheçam a força de Deus
36        Desde o santuário Deus impõe reverência: ele é o Deus de Israel, que força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!


* Sl 68: Oração de agradecimento coletivo, talvez cantado numa procissão que recorda passos da história de Israel.

* 2-4: A intervenção de Deus na história provoca uma divisão fundamental, porque Deus toma partido: ele se alia aos justos para derrotar os injustos.

* 5-7: Deus caminha à frente do seu povo, formado pelos marginalizados da sociedade e da história: órfãos, viúvas, marginalizados e cativos.

* 8-11: Como líder e pastor do seu povo, Javé vai à frente em todas as lutas, abalando a realidade inteira (terra e céu). Para quê? Para dar uma terra fértil aos pobres, que viviam numa terra esgotada pela exploração e opressão.

* 12-15: A história do povo é feita de muitas lutas para vencer os poderosos e seus grandes exércitos. Graças a isso, o povo pode recuperar e repartir as riquezas que, por direito, lhe pertencem (despojos, ouro e prata).

* 16-19: A procissão chega ao Templo no monte Sião. É o momento de uma grande transformação histórica: com a monarquia de Davi e Salomão, Israel torna-se império, correndo o perigo de se tornar um novo opressor.

* 20-24: A certeza de que Deus habita em seu meio traz ao povo a confiança permanente de que Deus o ajudará a levar todas as cargas. Ele o libertará da morte produzida pelos inimigos estrangeiros e pelos injustos que pervertem as relações sociais.

* 25-28: Nova descrição, mais detalhada, da procissão que se dirige para o Templo.

* 29-32: Súplica para que Deus manifeste seu governo poderoso, realizando a justiça. Todas as nações trarão seus tributos, porque o Deus justo saberá repartir a riqueza entre todos.

* 33-36: Convite a que todos os reis reconheçam que Deus é o rei soberano. A história do seu povo e todo o universo são testemunhas de que esse Deus vivo reparte sua força e poder com o seu povo.





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