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quarta-feira, 31 de julho de 2019


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20
Em nome da amizade -* 1 Davi fugiu do convento de Ramá, foi encontrar-se com Jônatas, e lhe perguntou: «O que foi que eu fiz? Que crime ou erro cometi contra seu pai, para que ele queira me matar2 Jônatas respondeu: «Não se preocupe com isso. Você não vai morrer. Meu pai não faz nada que seja importante ou menos importante, sem antes me informar. Por que meu pai esconderia de mim esse plano? Impossível». 3 Mas Davi insistiu: «Seu pai sabe muito bem que você me ajuda, e por isso pensa: ‘Que Jônatas não fique sabendo disso para não ter um desgosto’. Mas, pela vida de Javé e pela sua vida, eu estou a um passo da morte». 4 Jônatas disse a Davi: «O que você quer que eu faça5 Davi respondeu: «Amanhã é lua nova, e eu deverei comer com o rei. Deixe-me ir embora. Vou esconder-me no campo até à tarde. 6 Se o seu pai sentir a minha falta, diga que eu pedi licença a você para ir correndo a Belém, minha cidade, porque todo o meu clã está celebrando aí o sacrifício anual. 7 Se ele disser que está bem, estou a salvo; se ele ficar furioso, é sinal que decidiu me matar. 8 Seja leal com este servo, porque estamos unidos por um pacto sagrado. Se cometi algum crime, mate-me você mesmo; não precisa me entregar a seu pai». 9 Jônatas replicou: «Nem pense nisso. Se eu souber que meu pai decidiu matar você, fique certo que eu o avisarei». 10 Davi perguntou: «Quem vai me avisar, se seu pai responder com aspereza11 Jônatas respondeu: «Vamos para o campo». E os dois foram para o campo. 12 Então Jônatas disse a Davi: «Por Javé, Deus de Israel, eu prometo a você: Amanhã ou depois de amanhã, nesta mesma hora, eu vou sondar meu pai, para ver se tudo está bem para você. Caso contrário, eu lhe mandarei secretamente um recado. 13 Se ele planeja algum mal contra você, que Javé me castigue se eu não avisar você para que se ponha a salvo. Que Javé esteja com você, assim como esteve com meu pai. 14 Se eu ainda estiver vivo, cumpra comigo o pacto sagrado; se eu estiver morto, 15 não deixe nunca de favorecer a minha família. E quando Javé aniquilar da face da terra os inimigos de Davi, 16 que o nome de Jônatas não seja eliminado da família de Davi. Que Javé peça contas aos inimigos de Davi



* 20,1-21,1: A amizade entre Jônatas e Davi é um exemplo de fraternidade (v. 17), porque mostra que as relações humanas estão acima da competição pelo poder. 



22
O rei justo liberta o povo dos inimigos -
1 Davi dedicou a Javé este cântico, quando Javé o libertou de todos os seus inimigos e da mão de Saul.
 2 Ele disse:Javé é minha rocha e minha fortaleza, o meu libertador.
3 Ele é o meu Deus. Nele, meu rochedo, eu me abrigo,
meu escudo e minha força salvadora,
minha torre forte, meu refúgio,
e fui salvo dos meus inimigos.
5 As ondas da Morte me envolviam,
6 os laços do Xeol me cercavam,
7 Na minha angústia invoquei a Javé,
ao meu Deus lancei o meu grito.
Do seu Templo ele ouviu minha voz,
e meu grito chegou aos seus ouvidos.
as bases do céu se abalaram,
por causa do seu furor estremeceram.
9 De suas narinas subiu fumaça,
e de sua boca um fogo devorador.
10 Ele inclinou o céu e desceu,
12 Envolveu-se de trevas como tenda,
13 À sua frente, um clarão inflamava
15 atirou suas flechas e dispersou-os,
e os expulsou, lançando seus raios.
por causa da ameaça de Javé,
pelo vento soprando de suas narinas.
17 Lá do alto, ele manda tomar-se,
18 e me livra de um inimigo poderoso,
de adversários mais fortes do que eu.
19 Atacaram-me no dia da minha derrota,
mas Javé foi um apoio para mim;
20 fez-me sair para um lugar espaçoso.
Libertou-me, porque ele me ama.
21 Javé me trata segundo a minha justiça,
e me retribui conforme a pureza de minhas mãos;
22 pois eu observei os caminhos de Javé,
e não fui infiel ao meu Deus.
23 Seus julgamentos estão todos à minha frente,
jamais apartei de mim seus decretos.
24 Sou íntegro para com ele,
e me afasto da injustiça.
25 Javé me retribui segundo a minha justiça,
e a pureza de minhas mãos,
que ele com seus olhos.
26 Com o fiel, tu és fiel;
com o íntegro, tu és íntegro;
27 puro com quem é puro;
28 Pois tu salvas o povo pobre,
29 Javé, tu és a minha lâmpada!
Meu Deus, ilumina minha treva!
30 Sim, contigo eu forço o muro,
com meu Deus eu salto a muralha.
31 Deus é perfeito em seu caminho.
Ele é um escudo
32 Pois, além de Javé, quem é Deus?
E quem é rochedo, a não ser o nosso Deus?
33 Ele é o Deus que me cinge de força,
34 Ele iguala meus pés aos pés das corças,
e me sustenta em nas alturas.
35 Ele instrui minhas mãos para a guerra,
e meu braço para esticar o arco de bronze.
36 Tu me dás teu escudo salvador,
37 Alargas os meus passos,
e meus tornozelos não se torcem.
38 Persigo meus inimigos e os alcanço,
e não volto atrás sem os ter destruído.
39 Eu os massacro, e não podem levantar-se;
eles caem debaixo de meus pés.
40 Tu me cinges de força para a guerra,
e curvas sob meus pés meus agressores.
41 Tu me entregas a nuca de meus inimigos,
e eu extermino os que me odeiam.
42 Eles gritam, e não quem os salve,
43 Eu os piso como a poeira das praças;
eu os amasso como o barro das ruas.
44 Tu me livras dos processos dos povos,
e me colocas como chefe das nações.
45 os filhos dos estrangeiros submetem-se a mim,
48 o Deus que me concede as vinganças,
e submete os povos a mim.
49 Livrando-me de meus inimigos,
tu me exaltas sobre os meus agressores,
50 Por isso eu te louvo entre as nações, ó Javé,
e canto em honra do teu nome:
51 «Ele grandes vitórias ao seu rei,
e age pelo seu ungido com amor,
por Davi e sua descendência para sempre».



* 22,1-51: Com poucas diferenças, este cântico está reproduzido no Sl 18. Trata-se de uma celebração para agradecer a proteção de Javé e comemorar a vitória sobre os inimigos. Nesse contexto, aparece a primeira função da autoridade: libertar o povo de seus inimigos. Cf. também Sl 18 e nota http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P7K.HTMhttp://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P7K.HTM

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