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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020


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1 Senhor todo-poderoso, Deus de Israel: é uma alma angustiada e um espírito aflito que clama por ti. 2 Ouve, Senhor, tem piedade, pois pecamos contra ti. 3 Tu reinas para sempre, e nós morremos para sempre. 4 Senhor todo-poderoso, Deus de Israel, ouve as preces daqueles que estão mortos em Israel e as súplicas dos filhos daqueles que pecaram contra ti: eles desobedeceram ao Senhor seu Deus, e nós somos perseguidos pelas desgraças. 5 Não te lembres das injustiças de nossos antepassados; lembra-te, nesta hora, do teu poder e do teu nome. 6 Sim, porque tu és o nosso Deus, e nós te louvamos, ó Senhor. 7 Pois foi para isso que puseste o teu temor em nossos corações, para que invocássemos o teu nome. Nós te louvamos agora no exílio, pois afastamos do nosso coração toda a injustiça de nossos antepassados, que pecaram contra ti. 8 Hoje estamos no exílio, para onde nos expulsaste, a fim de sofrermos vergonha, maldição e insultos, para pagarmos por todas as injustiças de nossos antepassados, que se revoltaram contra o Senhor nosso Deus».
A SABEDORIA ENTRE OS HOMENS
Israel abandonou a fonte da sabedoria

11        Por que você se contamina com os cadáveres e é contado entre os que vão para a mansão dos mortos?
12        É porque você abandonou a fonte da sabedoria!
13        Se você tivesse andado nos caminhos de Deus,teria sempre vivido em paz.
Ninguém é capaz de alcançar a sabedoria
16      Onde estão os governantes das nações,os que dominam as feras da terra?
17      Onde estão os que se divertem com as aves do céu,os que ajuntam prata e ouro,
18      Onde estão os que lavram a prata e a cinzelam, sem revelar o segredo de seus trabalhos?
19      Desapareceram, desceram à mansão dos mortos, e outros surgiram e tomaram o seu lugar.
 21     nem aprenderam suas veredas;nem mesmo seus filhos a puderam alcançar;pelo contrário, afastaram-se do caminho dela.
22      Em Canaã jamais se ouviu falar da sabedoria, e em Temã ela nunca foi vista.
24      Como é grande, ó Israel, o Templo de Deus! Como é espaçoso o lugar do seu domínio;
25      grande e sem fim, alto e sem medidas!
26        surgiram os famosos gigantes dos tempos antigos de enorme estatura e treinados para a guerra.
27        Não foi, porém, a eles que Deus escolheu nem lhes ensinou o caminho da ciência:
29        Quem subiu até o céu para tomar a sabedoria e fazê-la descer das nuvens?
30        Quem atravessou o mar para encontrá-la, e comprá-la a preço de ouro puro?
31        Ninguém conhece o caminho dela, nem percebe as suas veredas.
A sabedoria é dom de Deus
33        ele envia a luz, e ela vai; chama-a de volta, e ela obedece com tremor.
34        As estrelas brilham alegres, cada uma em seu lugar;
35        ele as chama, e elas respondem: «Presente!» E brilham de alegria para aquele que as criou.
36        Ele é o nosso Deus, e nenhum outro a ele se compara.
37        Foi ele que encontrou  o caminho da ciência e o deu a seu filho Jacó e a seu amado Israel.
38        Por isso, ela apareceu sobre a terra e viveu entre os homens.



* 3,9-4,4: O texto é um poema que identifica a sabedoria com a Lei. Israel deve considerar-se privilegiado por conhecer a sabedoria que leva para a vida e para a felicidade.
3,9-14: Exilado, o povo perdeu o sentido da vida e já parece partilhar o destino dos mortos. A sabedoria é o aprendizado que vem da própria experiência. O povo deve meditar em seus fracassos e aprender que estes são fruto do abandono de Deus, fonte de sabedoria que leva à vida. A prudência é a arte de discernir o momento para a ação oportuna.
* 15-31: Quem pode alcançar a sabedoria que leva para a vida e a felicidade? Nem os reis nem os ricos, nem os artistas nem os grandes centros de ciência, nem os gigantes primordiais (cf. Gn 6,4) conseguiram encontrá-la e tomar posse dela. Ninguém descobriu a sua morada nem conhece o caminho até lá. Os vv. 24-25 interrompem o tema e ficariam melhor entre os vv. 35 e 36. * 3,32-4,4: Somente Deus, fonte e fim da vida, conhece a sabedoria que conduz o homem à liberdade e à vida; nenhum homem pode alcançá-la. Ela é dom de Deus que exige do homem abertura e acolhimento. Como em Eclo 24, a sabedoria é identificada com a Lei; mas a Lei aqui não se refere apenas aos mandamentos, e sim a todo o Pentateuco; este, para Israel, contém a suprema orientação da vida. http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PR2.HTM
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CORAGEM, MEU POVO!
Perseverem com empenho redobrado -* 17 E eu, que posso fazer por vocês? 18 Somente Aquele que lhes enviou a desgraça poderá libertá-los do inimigo. 19 Vão embora, filhos meus, vão embora, enquanto eu fico sozinha. 20 Tirei o manto da paz e vesti a roupa de suplicante. Ficarei a vida inteira clamando ao Deus eterno. 21 Coragem, meus filhos! Clamem a Deus, e ele os livrará da opressão e das mãos dos inimigos. 22 De minha parte, espero da mão do Eterno a salvação de vocês; chegou para mim a alegria que vem do Deus santo, porque o Eterno, seu salvador, logo terá misericórdia de vocês. 23 Entre lágrimas e gemidos eu me despedi de vocês; Deus, porém, fará vocês voltarem para mim, com festa e alegria que nunca irão terminar. 24 Da mesma forma que as cidades vizinhas de Sião viram pouco vocês serem presos, assim, dentro em breve, elas verão a salvação que Deus lhes concederá, pois é com grande glória e brilho do Eterno que ela virá a vocês. 25 Filhos meus, suportem, animados, a ira de Deus que se voltou contra vocês. O inimigo os perseguiu; mas logo vocês verão a derrota deles e lhes pisarão no pescoço. 26 Meus filhos mimados passaram por caminho pedregoso tocados pelo inimigo como gado roubado. 27 Coragem, meus filhos, clamem a Deus! Ele mesmo que os provou se lembrará de vocês. 28 Da mesma forma como lhes veio, um dia, a idéia de abandonar a Deus, agora voltem a procurá-lo com redobrado empenho. 29 Aquele que lhes enviou tanta desgraça, lhes mandará também a alegria eterna da salvação.
Coragem, Jerusalém! -* 30 Jerusalém, tenha coragem! Aquele que lhe deu um nome a consolará. 31 Malditos os que fizeram mal a você ou ficaram contentes com a sua derrota! 32 Malditas as cidades que escravizaram os filhos de você! E maldita também aquela que os recebeu. 33 Pois, da mesma forma que se alegrou com a derrota de você e fez festa pela sua queda, assim também ela chorará por causa da sua própria destruição! 34 Tirarei dela a alegria de ser muito povoada, e o seu atrevimento se mudará em luto. 35 Sobre ela virá, para durar muito tempo, um fogo mandado pelo Eterno, e os demônios nela habitarão por longos anos.


* 4,5-5,9: O autor recorda circunstâncias do passado, para que os judeus dispersos fora da Palestina permaneçam sempre ligados a Jerusalém, centro da vida e da religião de Israel.
4,5-8: A idolatria, que é absolutização e culto a coisas e pessoas, provoca divisão e dispersão do povo. O resto de sobreviventes perpetua a identidade do povo de Deus.

* 9-16: Na solidão do abandono, Jerusalém toma consciência do pecado de seu povo, que agora é castigado com o exílio.

* 17-29: Jerusalém dirige-se, agora, aos exilados, pedindo que conservem a esperança: a salvação virá, mas é preciso esperá-la com perseverança e súplica.

* 4,30-5,9: Agora, Jerusalém é a mãe vingada e consolada com a volta dos seus filhos.
 http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PR3.HTM

Postagem feita às 15he02min-03/02/2020

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