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3
1
Senhor todo-poderoso, Deus de Israel: é uma alma
angustiada e um espírito aflito que clama por ti. 2 Ouve,
Senhor, tem piedade, pois pecamos contra ti. 3 Tu
reinas para sempre, e nós morremos para sempre. 4 Senhor
todo-poderoso, Deus de Israel, ouve as preces daqueles que já estão mortos em
Israel e as súplicas dos filhos daqueles que pecaram contra ti: eles
desobedeceram ao Senhor seu Deus, e nós somos perseguidos pelas desgraças. 5
Não te lembres das injustiças de nossos antepassados; lembra-te, nesta
hora, do teu poder e do teu nome. 6 Sim, porque tu
és o nosso Deus, e nós te louvamos, ó Senhor. 7 Pois
foi para isso que puseste o teu temor em nossos corações, para que invocássemos
o teu nome. Nós te louvamos agora no exílio, pois afastamos do nosso coração toda
a injustiça de nossos antepassados, que pecaram contra ti. 8
Hoje estamos no exílio, para onde nos expulsaste, a fim de sofrermos
vergonha, maldição e insultos, para pagarmos por todas as injustiças de nossos
antepassados, que se revoltaram contra o Senhor nosso Deus».
A
SABEDORIA
ENTRE OS HOMENS
Israel abandonou a fonte da sabedoria
11 Por que
você se contamina com os cadáveres e é
contado entre os que vão para a mansão dos mortos?
14 Aprenda
agora onde está a prudência,a força
e a inteligência,para
compreender onde está a vida longa,onde
está a luz dos olhos e a paz.
Ninguém
é capaz de alcançar a sabedoria
21 nem
aprenderam suas veredas;nem
mesmo seus filhos a puderam alcançar;pelo
contrário, afastaram-se do caminho dela.
23 Nem
mesmo os filhos de Agar,que
procuram a sabedoria em toda a terra,ou os
comerciantes de Merrã e de Temã,que
contam histórias e buscam o saber,nem eles
conheceram os caminhos da
sabedoria,nem se
lembraram de suas veredas.
A
sabedoria é dom de Deus
32* Aquele
que tudo sabe conhece a sabedoria e
penetrou-a com sua inteligência. Aquele
que criou a terra para sempre e a
encheu de animais;
* 3,9-4,4: O texto é um poema que identifica a sabedoria com a Lei. Israel deve considerar-se privilegiado por conhecer a sabedoria que leva para a vida e para a felicidade.
3,9-14:
Exilado, o povo perdeu o sentido da vida e já parece partilhar o destino dos
mortos. A sabedoria é o aprendizado que vem da própria experiência. O povo deve
meditar em seus fracassos e aprender que estes são fruto do abandono de Deus,
fonte de sabedoria que leva à vida. A prudência é a arte de discernir o momento
para a ação oportuna.
*
15-31:
Quem pode alcançar a sabedoria que leva para a vida e a felicidade? Nem os reis
nem os ricos, nem os artistas nem os grandes centros de ciência, nem os
gigantes primordiais (cf. Gn 6,4) conseguiram encontrá-la e tomar posse dela.
Ninguém descobriu a sua morada nem conhece o caminho até lá. Os vv. 24-25
interrompem o tema e ficariam melhor entre os vv. 35 e 36.
*
3,32-4,4:
Somente Deus, fonte e fim da vida, conhece a sabedoria que conduz o homem à
liberdade e à vida; nenhum homem pode alcançá-la. Ela é dom de Deus que exige
do homem abertura e acolhimento. Como em Eclo 24, a sabedoria é identificada
com a Lei; mas a Lei aqui não se refere apenas aos mandamentos, e sim a todo o
Pentateuco; este, para Israel, contém a suprema orientação da vida.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PR2.HTM4
CORAGEM,
MEU POVO!
Conseqüências
da idolatria -* 5
Coragem, meu povo, você que leva o nome de Israel! 6
Vocês foram vendidos às nações, não para serem destruídos; mas, porque
vocês provocaram a ira de Deus, então foram entregues aos inimigos. 7
Vocês irritaram o seu criador, sacrificando aos demônios, e não a Deus; 8
vocês esqueceram o Deus eterno que os alimentou e provocaram a tristeza
de Jerusalém que sustentou vocês.
A
viúva abandonada -* 9
Jerusalém viu cair sobre vocês a ira de Deus. Então ela
disse: «Escutem, cidades vizinhas de Sião! Deus me trouxe um grande sofrimento:
10 Eu vi a prisão de meus filhos e filhas, trazida
pelo Eterno. 11 Com alegria eu os tinha criado,
deles me despedi, chorando e gemendo. 12 Ninguém se
alegre mais comigo, pois agora estou viúva e abandonada. Se agora fiquei só e
vazia, foi por causa dos pecados de meus filhos, que se desviaram da lei de
Deus. 13 Eles não entenderam os mandamentos dele,
não andaram pelos caminhos da lei de Deus e não entraram pelos trilhos da
disciplina e da justiça. 14 Venham, cidades
vizinhas de Sião: lembrem-se da prisão de meus filhos e filhas, trazida pelo
Eterno. 15 Pois ele reuniu em torno de meus filhos
um povo distante, um povo cruel e de linguagem estranha, que não respeitou os
velhos nem teve dó das crianças. 16 Levaram embora
os filhos queridos da viúva e a deixaram sozinha e sem filhas».
Perseverem
com empenho redobrado -* 17
E eu, que posso fazer por vocês? 18 Somente
Aquele que lhes enviou a desgraça poderá libertá-los do inimigo. 19
Vão embora, filhos meus, vão embora, enquanto eu fico sozinha. 20
Tirei o manto da paz e vesti a roupa de suplicante. Ficarei a vida
inteira clamando ao Deus eterno. 21 Coragem, meus
filhos! Clamem a Deus, e ele os livrará da opressão e das mãos dos inimigos. 22
De minha parte, espero da mão do Eterno a salvação de vocês; já chegou
para mim a alegria que vem do Deus santo, porque o Eterno, seu salvador, logo
terá misericórdia de vocês. 23 Entre lágrimas e
gemidos eu me despedi de vocês; Deus, porém, fará vocês voltarem para mim, com
festa e alegria que nunca irão terminar. 24 Da
mesma forma que as cidades vizinhas de Sião viram há pouco vocês serem presos,
assim, dentro em breve, elas verão a salvação que Deus lhes concederá, pois é
com grande glória e brilho do Eterno que ela virá a vocês. 25
Filhos meus, suportem, animados, a ira de Deus que se voltou contra
vocês. O inimigo os perseguiu; mas logo vocês verão a derrota deles e lhes
pisarão no pescoço. 26 Meus filhos mimados passaram
por caminho pedregoso tocados pelo inimigo como gado roubado. 27
Coragem, meus filhos, clamem a Deus! Ele mesmo que os provou se lembrará
de vocês. 28 Da mesma forma como lhes veio, um dia,
a idéia de abandonar a Deus, agora voltem a procurá-lo com redobrado empenho. 29
Aquele que lhes enviou tanta desgraça, lhes mandará também a alegria
eterna da salvação.
Coragem,
Jerusalém! -* 30
Jerusalém, tenha coragem! Aquele que lhe deu um nome a
consolará. 31 Malditos os que fizeram mal a você ou
ficaram contentes com a sua derrota! 32 Malditas as
cidades que escravizaram os filhos de você! E maldita também aquela que os
recebeu. 33 Pois, da mesma forma que se alegrou com
a derrota de você e fez festa pela sua queda, assim também ela chorará por
causa da sua própria destruição! 34 Tirarei dela a
alegria de ser muito povoada, e o seu atrevimento se mudará em luto. 35
Sobre ela virá, para durar muito tempo, um fogo mandado pelo Eterno, e os
demônios nela habitarão por longos anos.
36
Olhe para o nascente, Jerusalém, e veja a alegria que Deus
manda para você. 37 Olhe! Estão voltando os filhos
que você viu partir: reunidos pela palavra do Deus santo, desde o nascente até
o poente, eles vêm festejando a glória de Deus.
*
4,5-5,9:
O autor recorda circunstâncias do passado, para que os judeus dispersos fora da
Palestina permaneçam sempre ligados a Jerusalém, centro da vida e da religião
de Israel.
* 9-16: Na solidão do abandono, Jerusalém toma consciência do pecado de seu povo, que agora é castigado com o exílio.
* 17-29: Jerusalém dirige-se, agora, aos exilados, pedindo que conservem a esperança: a salvação virá, mas é preciso esperá-la com perseverança e súplica.
* 4,30-5,9: Agora, Jerusalém é a mãe vingada e consolada com a volta dos seus filhos.
4,5-8:
A idolatria, que é absolutização e culto a coisas e pessoas, provoca divisão e
dispersão do povo. O resto de sobreviventes perpetua a identidade do povo de
Deus.
* 9-16: Na solidão do abandono, Jerusalém toma consciência do pecado de seu povo, que agora é castigado com o exílio.
* 17-29: Jerusalém dirige-se, agora, aos exilados, pedindo que conservem a esperança: a salvação virá, mas é preciso esperá-la com perseverança e súplica.
* 4,30-5,9: Agora, Jerusalém é a mãe vingada e consolada com a volta dos seus filhos.
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