Postagens populares

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 

Papa: ao adorar Cristo, o fiel não pode aceitar opressão nem injustiça

Na Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa Leão comentou o quarto capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, que trata da missão da Igreja no mundo atual. Esta missão se realiza principalmente pelo testemunho da fé e da caridade, no empenho pela justiça, paz e fraternidade.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

A missão da Igreja no mundo contemporâneo foi o tema da catequese do Papa Leão na Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de outubro. O Pontífice retomou o ciclo sobre os documentos do Concílio Vaticano II, comentando esta semana o quarto capítulo da Constituição conciliar Gaudium et spes (GS).

LEIA A CATEQUESE

Nosso coração foi feito para olhar para o alto

Em primeiro lugar, o Concílio recorda que a Igreja não está "acima" nem "ao lado" do mundo, mas sim enraizada nele: "a Igreja é o mundo já reconciliado com Deus; somos peregrinos na terra e partilhamos com este mundo a fragilidade e a beleza", explicou o Santo Padre.

Como se lê na Magnifica humanitas, a missão eclesial tem um alcance histórico e implica responsabilidade no que diz respeito à maneira como se tecem as relações sociais. Assim, a primeira tarefa é ajudar as pessoas a estarem atentas às questões profundas da vida, sobre a nossa origem e destino, bem como sobre o sentido do amor e da dor: 

“A lógica do lucro a todo o custo e a manipulação da informação correm o risco de exercer uma pressão indevida para que as pessoas se conformem a um estilo de vida centrado no consumo de bens materiais, mas o nosso coração foi feito para olhar para o alto.”

Ao saudar os lusófonos, Papa confiou o povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida
Ao saudar os lusófonos, Papa confiou o povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida   (VATICAN MEDIA)

O cristão não pode aceitar a injustiça

Os Padres do Concílio recordam ainda que a missão da Igreja se concretiza também na contribuição para a construção da cidade terrena. Não significa uma tarefa de natureza política, mas consiste no testemunho da fé e da caridade, juntamente com o empenho pela justiça, pela paz e pela fraternidade.

“Ao adorar Cristo, o Justo que morreu pelos injustos, o fiel não pode aceitar a opressão dos pequenos e dos pobres, nem as estruturas injustas que perpetuam condições de dependência e de injustiça.”

Para orientar a ação dos cristãos existe a Doutrina Social da Igreja. De modo especial, os leigos são chamados a animar o mundo com o espírito cristão e a visão do Evangelho, sobretudo na família e na atividade profissional. Isso exige, acima de tudo, coerência. Pois como recordam os Padres conciliares, o distanciamento entre a fé professada e a vida quotidiana "deve ser contado entre os mais graves erros do nosso tempo" (GS, 43).

Papa saúda a multidão
Papa saúda a multidão   (VATICAN MEDIA)

Anunciar com firmeza, sem se sujeitar às modas culturais

O desejo da Igreja, segundo expresso na Gaudium et spes,  é "poder desenvolver-se livremente sob qualquer regime que reconheça os direitos fundamentais da pessoa e da família e os imperativos do bem comum". Para isso, está sempre atenta ao que acontece e se desenvolve na sociedade, sem se deixar levar por modas culturais. "Com efeito, não é certamente diluindo os conteúdos e suavizando as exigências que se pode tornar o cristianismo atraente", acrescentou o Santo Padre.

O convite final do Pontífice aos fiéis é para que nos tornemos dóceis à ação do Espírito Santo, "para que Ele nos ajude a viver em santidade e caridade, de modo que o mundo possa acreditar e ter esperança".

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

 https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-10/papa-leao-xiv-audiencia-geral-gaudium-et-spes-capitulo-quarto.html

Sua contribuição para uma grande missão: ajude-nos a levar a palavra do Papa a todos os lares

S. Pelágia, virgem e mártir da Antioquia

S. Pelágia com s. Nono, Menológio de Basílio II

Sabe-se, com certeza, que Pelágia era uma mulher cristã, natural de Antioquia, na Síria. Segundo algumas fontes, tinha apenas quinze anos quando foi martirizada durante a perseguição de Diocleciano. Segundo a história de São João Crisóstomo, era uma bailarina, convertida pela pregação do Bispo Nono.  

https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html

Precedente - Sucessivo

SALMO 17 (16) *

À espera de um milagre

1*       Prece. De Davi.

Escuta, Javé, a minha apelação, atende ao meu clamor;

dá ouvidos à minha súplica, que não sai de lábios mentirosos.

2         Que minha sentença provenha de tua face, teus olhos vejam onde está a retidão.

3*       Ainda que me sondes o coração, e de noite o examines;

ainda que me proves com o fogo, malícia nenhuma encontrarás em mim.

Minha boca não transgrediu

4                     como costumam os homens.

Conforme a palavra dos teus lábios, eu observei os caminhos prescritos:

5         meus pés não vacilaram, meus passos ficaram nas tuas pegadas.

6*       Eu clamo a ti, porque me respondes, ó Deus! Inclina-me teu ouvido, ouve a minha palavra,

7         manifesta a maravilha do teu amor, tu que dos agressores salvas a quem se refugia à tua direita.

8         Guarda-me como a pupila dos olhos, esconde-me à sombra de tuas asas,

9         longe dos injustos que me oprimem, dos inimigos mortais que me cercam.

10*     Eles fecham seu coração com gordura e falam com boca arrogante;

11        seus passos já me rodeiam, seus olhos me fitam para jogar-me no chão.

12        Parecem leão ávido de presa, um filhote de leão agachado no covil.

13*     Levanta-te, Javé! Enfrenta-os! Derruba-os! Que tua espada me liberte do injusto,

14        e tua mão, Javé, os expulse da humanidade, para fora da humanidade e do mundo: seja essa a parte deles nesta vida! Enche-lhes o ventre com o que tens de reserva:

que seus filhos fiquem saciados e deixem a sobra para seus pequeninos.

15*     Quanto a mim, com justiça verei a tua face; ao despertar, eu me saciarei com a tua imagem.

 * Sl 17: Súplica de alguém acusado injustamente.

* 1-2: Esta apelação é feita durante a noite no Templo, que funciona como tribunal superior. A sentença será dada ao amanhecer (v. 15).
 * 3-5: Juramento de inocência.

* 6-9: Momento de súplica angustiante. A situação é crítica e os acusadores já estão cantando vitória (v. 9). O acusado não tem a quem ou a que recorrer para sua defesa; só poderá ser salvo pela maravilha do amor de Deus, isto é, por um milagre.

* 10-12: Descrição dos acusadores: são insensíveis e parecem fera em busca de presa.

* 13-14: Pedido para que Deus faça justiça, devolvendo a sentença de morte contra os acusadores. Com ironia, o acusado pede que Deus sacie os acusadores e descendentes com aquilo que eles merecem.

* 15:Não sabemos o resultado do julgamento, mas o salmista termina confiando que a sentença lhe será favorável.
Precedente - Sucessivo

Índice | Ajuda | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Biblioteca IntraText | Èulogos

IntraText® (V7n) © 1996-2002 Èulogos
Copyright Èulogos / Paulus © 2002
https://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PG8.HTM 
 
Nossa Senhora do Rosário
Nossa Senhora do Rosário , BAV Vat. lat. 3770, f. 200r

As origens do santo Rosário remontam ao ano 1212, quando São Domingos de Gusmão, durante sua permanência em Toulouse, viu a Virgem Maria, que lhe entregou o Rosário, como resposta a uma de suas orações, para saber como combater a heresia albigense. A vitória alcançada levou-o a ver na oração do Rosário o instrumento para encontrar refúgio e conforto, força e confiança para enfrentar e superar as dificuldades da vida, encontrando no terço o "escudo" para vencer as heresias. A "entrega" do rosário pela Virgem Maria e a sua simplicidade contribuíram para a difusão desta prática de piedade entre o povo, reconhecida pelo Papa Francisco como "mística do povo". À luz desta experiência, portanto, podemos entender o que aconteceu em 1571. Os muçulmanos faziam pressão nas fronteiras da Europa. Então, foi formada uma Santa Liga para impedir seu avanço. Pio V, Dominicano e muito devoto de Nossa Senhora, abençoou a bandeira de guerra, com o símbolo do Crucifixo entre os Apóstolos Pedro e Paulo e, no alto, o lema de Constantino “In hoc signo vinces”. Este símbolo, além da imagem de Nossa Senhora, com a inscrição “S. Maria succurre miseris”, foi o único que sobressaía no destacamento da Santa Liga. Ao mesmo tempo, o Papa pediu a todos os cristãos para participar da batalha mediante a oração do santo Rosário. Assim, o dia 7 de outubro de 1571 foi um triunfo. Todos estavam cientes de que a vitória foi obtida por intervenção divina. Em 1572, Pio V instituiu a festa de Santa Maria da Vitória, transformada pelo seu sucessor, Gregório XIII, na festa de “Nossa Senhora do Rosário". Nesta esteira, foram reconhecidas outras vitórias, como a de 1683, em Viena: graças à intervenção do Beato Marco de Aviano, também por intervenção divina e confiança na Virgem Maria, foi detido o avanço dos muçulmanos; como em 1687, quando o povo de Veneza suplicou à Virgem Maria para deter a peste: ao vencer a epidemia, por ex-voto, foi construída a basílica de Nossa Senhora da Saúde, comemorada em 21 de novembro. Os cristãos veem, hoje, no Rosário, um instrumento dado pela Virgem para contemplar Jesus e, ao meditar sobre a sua vida, amá-Lo e segui-Lo. É interessante notar que, em várias aparições, a Virgem Maria sempre propõe a reza do terço: em Lourdes, Fátima... recomendando, com insistência, a sua oração diária, para superar as divisões, discórdias, inquietação dos corações, entre as familiares e os povos. Hoje, o Santuário mais famoso do mundo, dedicado a Nossa Senhora do Rosário, é o de Pompeia (festejado em 8 de maio), fundado pelo Beato Bartolo Longo, em meados do século XIX.

«Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Ave, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela se perturbou com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: “Não tenhas medo, Maria, pois encontraste graça junto a Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria, então, perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço o homem?” E o anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível”. Então Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo se retirou» (Lc 1,26-38).

Perturbação

A liturgia nos insere, hoje, na escola de Maria, discípula predileta do Senhor Jesus. À luz do Evangelho, aprendemos dela o significado de "perturbação", o desejo de se maravilhar com Deus: embora fosse virgem, se tornou Mãe; Isabel também já estava no sexto mês de gravidez, apesar da sua velhice (Lc 1,36). A perturbação permitiu a Maria deixar tudo nas mãos de Deus; a sua disponibilidade permitiu desabrochar em si “Aquele”, tão esperado pelos povos.

Esta primeira atitude de Maria ensina-nos, hoje, festa de Nossa Senhora do Rosário, a confiar na intercessão da Virgem Mãe, através da reza do terço. Tudo o que pode parecer impossível, humanamente, apenas pelas forças humanas, mediante a graça de Maria, todas as batalhas da vida, internas ou externas, podem ser vencidas.

Olhar para o alto

Além da perturbação de Maria, hoje ela nos ensina a voltar nossos olhares para o alto, com confiança e confiando-nos ao Senhor. Trata-se de um gesto, que nos leva a reconhecer que não podemos fazer nada sozinhos; que não somos os artífices do nosso destino e que precisamos uns dos outros e, juntos, precisamos de Deus. O Senhor nos prometeu que nunca nos deixará sozinhos, mas devemos ser os primeiros em acreditar nisso, começando pelo desapego das coisas terrenas e aprendendo a olhar para o céu, de onde vem a Sua ajuda (Cf. Sl 122).

Confiar-nos à oração do santo Rosário é o sinal através do qual reconhecemos que Deus age em nós e em torno de nós e, por intercessão de Maria, podemos cultivar um "elevado padrão de vida". Acreditar é confiar naquele que pode fazer tudo por nós; aceitar a sua ajuda, reconhecendo que não podemos fazer tudo sozinhos; confiar nele, mesmo quando seus planos não coincidem com os nossos, a ponto de entregar-nos com confiança: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a sua palavra”.

Tempo de Deus e tempo dos homens

Um terceiro ensinamento, que extraímos desta passagem evangélica, é aprender de Maria e com Maria a confiar no “tempo de Deus”: um tempo composto também de silêncio, espera, paciência, sobretudo para nós, que vivemos no tempo de querer “tudo e já”.

Depois, o "kronos", o “tempo dos homens”, marcado pelas horas e os afazeres do dia a dia: neste tempo se consuma, de modo voraz, o tempo superficial, apressado, uma espécie de tempo “descartável”.

Por sua vez, o "kairós" é o “momento justo, oportuno", momento das ocasiões, capaz de dar sentido a cada instante da vida; é um tempo que submete à prova o próprio tempo, que exige ir a fundo às coisas, a fim de dar frutos em tempo oportuno; é viver, da melhor maneira possível, cada encontro e experiência, porque é o tempo do amor, da escuta e da atenção aos outros; enfim, é o tempo em que cada um não se deixa arrastar pela vida, mas faz suas escolhas, aproveita das oportunidades para crescer, criando-as e recriando-as, para dar o verdadeiro sentido à existência. Chegou a hora de viver, de viver para amar. Maria nos conduz a este tempo e nos ensina a deixar-nos decantar pelo ritmo frenético da vida, a descobrir e experimentar as coisas de Deus!

Oração:

“À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita
”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário