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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

 POPE'S INTENTION - NOVEMBER 2026

For the proper use of wealth.

Let us pray for the proper use of wealth, that not succumbing to the temptation of selfishness, it may always be put at the service of the common good and solidarity of those who have less.

“Rezemos pelo bom uso das riquezas, para que, resistindo à tentação do egoísmo, estejamos sempre ao serviço do bem comum e da solidariedade com os mais necessitados”. 

Esta intenção, parece cada vez ser mais urgente, como um clamor, um grito, um apelo que se torne vida e conversão nas nossas vidas.

As desigualdades estruturais exigem políticas globais, mas também o discernimento pessoal sobre o que cada um de nós pode fazer a nível familiar, comunitário e individual. O que temos hoje é, simultaneamente, fruto do nosso esforço e um dom recebido daqueles que nos antecederam e amaram.

A educação, os valores e os bens que nos permitem viver não estão destinados a um uso egoísta, mas a dar continuidade a esta cadeia de solidariedade.

O que diz o Papa

Na Exortação Apostólica Eu te amei, diz-nos o Papa Leão XIV: «A ilusão de uma felicidade que deriva de uma vida confortável leva muitas pessoas a ter uma visão da existência centrada na acumulação de riquezas e no sucesso social a todo o custo, a ser alcançado mesmo explorando os outros e aproveitando ideais sociais e sistemas político-económicos injustos.

Num mundo onde os pobres são cada vez mais numerosos, vemos paradoxalmente crescer algumas elites ricas, que vivem numa bolha de condições demasiado confortáveis e luxuosas, quase num mundo à parte. Isto significa que persiste – por vezes bem disfarçada – uma cultura que descarta os outros sem sequer se aperceber, tolerando com indiferença que milhões de pessoas morram à fome ou sobrevivam em condições indignas do ser humano».

Reza com o Papa Leão a oração que ele nos propõe para este mês:

Senhor da vida,
tudo o que temos vem de ti:
a terra fértil, os talentos recebidos,
o esforço de quem nos precedeu.
Nada é só nosso, tudo é dom partilhado.
Mas, tantas vezes, Senhor, deixamos que a riqueza,
desejada ou alcançada,
endureça o nosso coração,
nos feche no egoísmo
e nos faça esquecer os mais frágeis.
Perdoa-nos por acumular em vez de partilhar,
por usar os bens como poder e não como serviço.

Tu recordas-nos que a verdadeira riqueza
não está no que guardamos,
mas no que entregamos com amor.
Um coração desapegado transforma o mundo:
abre caminhos de justiça,
derruba muros de indiferença,
semeia esperança entre os pobres.

Pedimos-te, Senhor,
que o teu Espírito nos ensine a usar o que temos
– dinheiro, tempo, talentos, oportunidades –
como instrumento de fraternidade.
Que cada decisão económica,
familiar ou comunitária,
nasça de um coração livre,
capaz de reconhecer que todo o bem é comum,
e que só partilhando construímos o futuro.

Faz de nós testemunhas de uma riqueza
convertida em serviço e misericórdia,
para que a nossa vida, unida à de outros,
seja sinal do teu Reino de justiça e paz.

Ámen.

3. Dinâmica de partilha

A riqueza tem um enorme potencial: pode fechar o coração ou abri-lo. A escolha é nossa. Não se trata de ter muito ou pouco, mas sim de como usamos o que possuímos e de como o coração se apega ou desapega dos bens. Em casa, no trabalho, na Igreja ou na sociedade, que os teus bens, sejam eles materiais ou espirituais, sejam instrumentos para servir os irmãos. Como podes transformar a riqueza em serviço?

O grupo é convidado a partilhar livremente a sua reflexão.

4. Oração de Oferecimento

Une-te ao Papa Leão e à sua Rede Mundial de Oração e oferece o teu dia pela missão da Igreja e pela intenção de oração do Papa e do teu Bispo para este mês.

Pai de bondade, eu sei que estás comigo.
Aqui estou neste dia.
Coloca mais uma vez o meu coração
junto ao Coração do teu Filho Jesus,
que se entrega por mim e que vem a mim
na Eucaristia.
Que o teu Espírito Santo
me faça seu amigo e apóstolo,
disponível para a sua missão de compaixão.
Coloco nas tuas mãos
as minhas alegrias e esperanças,
os meus trabalhos e sofrimentos,
tudo o que sou e tenho,
em comunhão com meus irmãos e irmãs
desta rede mundial de oração.
Com Maria, ofereço-te o meu dia
pela missão da Igreja
e pela intenção de oração do Papa
e do meu bispo para este mês.
Ámen.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/reuniao_grupo_mensal/novembro-2026/

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

 

 https://youtu.be/J-ce6KQZA54?si=AWJioSgjgqlQ8S0b 

28 de outubro, 4ª feira, Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas

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 - Hoje é dia 28 de outubro, 4ªfeira, Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas

– No evangelho de hoje Jesus vai à montanha e passa a noite em oração. A oração é uma ação fundamental na vida de cada pessoa que aceita o chamado de Jesus para com Ele caminhar, contudo é também uma tarefa difícil. Não se trata de repetir palavras mecanicamente, mas estar em sintonia, em diálogo com Deus. Por meio escuta, da contemplação, da degustação do amor que orienta, que acolhe e ajuda a discernir o caminho da vida conforme o projeto de Deus.

-Escuta o Evangelho Segundo Lucas, Capítulo 6, versículos 12 a 19:

"Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus.
Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos:
Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano.
Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças.
E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados.
A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos”.

– A profunda comunhão de Jesus com o Pai, inspira o olhar e a ação de Jesus em dois grandes e significativos grupos.
Primeiro, Ele chama e escolhe os 12 entre os discípulos e lhes dá o nome de apóstolos, ou seja, enviados. Cada um com seu jeito e limitações próprias, foram gradativamente se deixando capacitar por Jesus. Assim, junto a outros discípulos que o acompanharam, após sua morte e ressurreição continuaram a missão de anunciar a sua Boa Nova. Os nomes, identificavam a cada um, não só como pessoa e apóstolo, mas também a identidade vinda dos patriarcas.
Depois, ao descer da montanha Jesus encontra muitas pessoas de diferentes lugares e necessidades, todos desejando buscar n’Ele a força vital que cada um necessitava. Revigorado pela beleza e força da oração e sintonia com o Pai, Jesus ouve, acolhe, cura a todos com a força da Sua presença transformadora.

- Tem dedicado um tempo do seu dia para, em oração, estar em sintonia, dialogar com o Senhor? Como Jesus, você também se coloca em oração, para discernir as atitudes que precisa realizar no dia a dia? Tem respondido ao chamado de Jesus para segui-lo? Você tem sido fonte da força que vem de Jesus, para quem precisa?

– “Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus”, nos diz o evangelho. Orar é escutar, é apresentar ao Senhor a vida, buscar a força de “Ser” uma pessoa cada dia mais próxima ao jeito mesmo de Jesus e assim, como Ele pode acolher e fortalecer quem se sente atormentado. A música: “Onde Deus possa me ouvir”, do compositor Vander Lee, fala do deseja de encontrar consigo mesmo e com Deus:

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também.

Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas, a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

- Termina sua oração pedindo ao Senhor, neste dia da festa de São Simão e São Judas, que você seja força e luz, ajudando nossa Igreja crescer no amor, especialmente aos mais necessitados. Agradeça ao Senhor, a alegria por ser você também, uma pessoa que Ele escolhe e chama para ajudar a levar a força da vida que de Jesus provém.

- Onde estiver, Deus te guarde. Onde andar, Deus te guie!
O que decidir. Deus te ilumine! E por toda a vida... Deus te proteja e te abençoe!
Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém! 
 https://arquidiocesebh.org.br/palavra-entre-nos/ 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 Meditação Diária

Dia 26 | Segunda-Feira

Semana XXX do Tempo Comum

Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Procedei como filhos da luz. (1.ª Leitura)

Viver como filhos da luz passa pelo modo como tratamos os outros. A luz de Cristo toma forma numa bondade que se dá sem esperar nada em troca, numa compaixão que se aproxima sem julgar e num perdão que interrompe a cadeia do ressentimento. Estas atitudes traduzem-se em gestos discretos que aliviam o peso de quem sofre e está sozinho, devolvem ânimo e abrem a possibilidade de recomeçar. Deste modo, a luz de Cristo começa a brilhar e a vencer as trevas.

Ef 4, 32 – 5, 8 / Slm 1, 1-4.6 / Lc 13, 10-17

 Consultar Arquivo 

typePapa Leão XIV

Continuemos juntos a rezar pela paz

Depois de amanhã, 27 de outubro, unamo-nos espiritualmente aos Hierarcas das Igrejas e aos Líderes religiosos que se reunirão em Assis, por ocasião do 40º aniversário do Encontro convocado por São João Paulo II. Hoje, mais do que nunca, torna-se evidente que as guerras, além de semearem morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo. Que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!

domingo, 25 de outubro de 2026

 

AMOR AO INIMIGO
(José Antonio Pagola)
 
"As vós que me escutais eu vos digo: amai vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam". O que podemos fazer, nós crentes, diante destas palavras de Jesus? Suprimi-las do Evangelho? Apagá-las do fundo de nossa consciência? Deixá-las para tempos melhores? Não muda muito nas diferentes culturas a postura básica das pessoas diante do "inimigo", ou seja, diante de alguém de quem só podemos esperar que nos faça mal. O ateniense Lísias (século V a.C.) expressa a concepção vigente na Grécia antiga com uma fórmula que seria bem acolhida também hoje por muitos: "Considero como norma estabelecida que alguém deve procurar prejudicar seus inimigos e pôr-se a serviço de seus amigos". Por isso, precisamos destacar ainda mais a importância revolucionária que se encerra no mandamento evangélico do amor ao inimigo, considerado pelos exegetas como o expoente mais diáfano da mensagem cristã. Quando Jesus fala do amor ao inimigo, não está pensando num sentimento de afeto e carinho para com ele, mas numa atitude humana de interesse positivo para seu bem. Jesus pensa que a pessoa é humana quando o amor está na base de toda a sua atuação. E nem sequer a relação com os inimigos deverá ser uma exceção. Quem é humano até o fim respeita a dignidade do inimigo, por mais desfigurada que possa apresentar-se a nós. Não adota diante dele uma postura excludente de maldição, mas uma atitude de bênção. E é precisamente este amor, que abrange a todos e busca realmente o bem de todos, sem exceção, a contribuição mais humana que aquele que se inspira no Evangelho de Jesus pode introduzir na sociedade. Há situações em que este amor ao inimigo parece impossível. Estamos demasiadamente feridos para poder perdoar. Precisamos de tempo para recuperar a paz. E o momento de lembrar que também nós vivemos da paciência e do perdão de Deus.
  
 
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    • OUTROS LIVROS HISTÓRICOS
      • SEGUNDO LIVRO DOS MACABEUS
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10

Comemoração da vitória -* 1 O Macabeu com seus companheiros, guiados pelo Senhor, reconquistaram o Templo e a cidade de Jerusalém. 2 Demoliram os altares construídos pelos estrangeiros na praça pública e seus templos. 3 Depois de purificar o santuário, construíram novo altar para os holocaustos. Tiraram fogo das pedras e ofereceram sacrifícios, após uma interrupção de dois anos. Acenderam também o fogo do altar de incenso e as lâmpadas, e apresentaram os pães. 4 Em seguida se prostraram por terra e suplicaram ao Senhor que nunca mais os deixasse cair em tais desgraças. Caso voltassem a pecar, que ele os corrigisse com moderação, sem que fossem entregues em mãos de bárbaros e blasfemadores. 5 A purificação do Templo aconteceu na mesma data em que tinha sido profanado pelos estrangeiros, isto é, no dia vinte e cinco do mês de Casleu. 6 Durante oito dias, fizeram uma comemoração semelhante à das Tendas, para lembrar que pouco tempo antes, durante a festa das Tendas, eles tiveram de andar pelos montes e cavernas, vivendo como animais selvagens. 7 Por isso, carregando folhagens, ramos novos e folhas de palmeira, cantaram hinos ao Deus que lhes tinha dado a graça de purificar o seu lugar sagrado. 8 Na ocasião, editaram um decreto público, confirmado por votação e aprovação geral, mandando que todo o povo judeu celebrasse essa data todos os anos.

VI. AMPLIANDO AS FRONTEIRAS

A luta continua -* 9 Esse foi o fim de Antíoco, chamado Epífanes. 10 Vamos relatar agora os fatos ligados a Antíoco Eupátor, filho desse ímpio, procurando resumir os males causados pelas guerras. 11 Logo que tomou posse do reino, Eupátor nomeou como encarregado da administração um tal de Lísias, até então governador e comandante da Celessíria e da Fenícia. 12 Entretanto, Ptolomeu, chamado Macron, que tinha tomado a iniciativa de tratar com justiça os judeus, a fim de reparar a injustiça contra eles cometida, projetava conduzir tranqüilamente todos os assuntos que se referiam a eles. 13 Por isso, Ptolomeu foi acusado diante de Eupátor pelos amigos deste rei. Ele era a todo momento chamado de traidor, por ter abandonado Chipre, que lhe fora confiada por Filométor, e por ter passado para o lado de Epífanes. Não conseguindo exercer o poder com toda a dignidade, ele se suicidou, tomando veneno.

O perigo da corrupção -* 14 Nesse meio tempo, Górgias tornou-se comandante dessas regiões. Ele mantinha um exército mercenário e estava continuamente provocando guerras contra os judeus. 15 Da mesma forma os idumeus, que ocupavam fortalezas bem situadas, viviam provocando os judeus, e atiçavam o clima de guerra, acolhendo refugiados de Jerusalém. 16 Os companheiros do Macabeu, depois de fazer preces públicas e suplicar a Deus que se aliasse a eles, atacaram as fortalezas dos idumeus. 17 Assaltaram vigorosamente as fortalezas e conseguiram tomar essas posições, vencendo os inimigos que lutavam de cima da muralha. Mataram a quantos estavam sob seu alcance e eliminaram pelo menos vinte mil. 18 Entretanto, pelo menos nove mil conseguiram escapar para duas torres solidamente fortificadas e que tinham tudo para agüentar cerco prolongado. 19 O Macabeu deixou aí Simão e José, e também Zaqueu com seus companheiros, o suficiente para manter o cerco, enquanto ele foi para outros lugares, onde sua presença era mais necessária. 20 Os companheiros de Simão, porém, cheios de ganância por dinheiro, foram subornados por alguns que estavam nas torres: receberam setenta mil dracmas e os deixaram fugir. 21 Denunciaram ao Macabeu o que tinha acontecido. Então ele reuniu os chefes do exército e os acusou de ter vendido seus irmãos por dinheiro, deixando sair livres os inimigos que combatiam contra eles. 22 Mandou matar os traidores e, sem mais, ocupou as duas torres. 23 O Macabeu tinha sucesso em todas as lutas armadas, e só nessas duas fortalezas eliminou mais de vinte mil homens.

Deus está presente na luta -* 24 Já antes derrotado pelos judeus, Timóteo reuniu numeroso e variado exército estrangeiro, recrutou numerosa cavalaria da Ásia e apareceu para ocupar militarmente a Judéia. 25 Os companheiros do Macabeu se reuniram com ele para rezar a Deus. Cobriram de pó a cabeça, vestiram-se com panos de saco 26 e, prostrados no degrau que fica em frente do altar, suplicaram que Deus fosse favorável a eles, que se tornasse inimigo de seus inimigos e adversário de seus adversários, como a Lei diz claramente.

27 Terminada a oração, pegaram em armas e se afastaram bastante da cidade. Entretanto, ao chegarem perto dos que vinham combater contra eles, pararam. 28 Mal raiou a madrugada, uns e outros se lançaram à luta. Uns, além da boa disposição, tinham como garantia de êxito e de vitória a proteção do Senhor. Os outros lutaram guiados pelo seu próprio furor. 29 No auge do combate, os inimigos viram no céu cinco homens resplandecentes, montados em cavalos com rédeas de ouro e que se puseram como comandantes dos judeus. 30 Colocaram o Macabeu no meio deles e o protegeram com seus escudos, tornando-o invulnerável, enquanto atiravam setas e raios contra os adversários. Desorientados por não poderem enxergar, os inimigos dos judeus se dispersaram totalmente confusos. 31 Dessa forma, foram eliminados vinte mil e quinhentos homens, além de seiscentos cavaleiros. 32 Timóteo, porém, conseguiu refugiar-se na fortaleza chamada Gazara, que era muito bem fortificada e cujo comandante era Quéreas. 33 Os companheiros do Macabeu, cheios de entusiasmo, cercaram a fortaleza durante quatro dias. 34 Os que estavam dentro, confiando na segurança que o lugar oferecia, multiplicavam as blasfêmias, dizendo palavras ímpias. 35 Ao amanhecer do quinto dia, porém, vinte jovens dos companheiros do Macabeu, inflamados por causa dessas blasfêmias e cheios de coragem, atacaram a muralha e, com furor selvagem, matavam quem chegasse ao seu alcance. 36 Os demais subiram por outro lado, e, surpreendendo os de dentro, incendiaram as torres, provocando fogueiras e queimando vivos os que blasfemavam. Enquanto isso, os primeiros arrebentaram as portas, abrindo caminho para o restante do exército. E conquistaram então a fortaleza. 37 Mataram a Timóteo, que se havia escondido numa cisterna, e também seu irmão Quéreas e Apolófanes. 38 Depois de tudo isso, com hinos e ação de graças louvaram ao Senhor, que tinha feito tão grande benefício em favor de Israel, concedendo a eles essa vitória.


* 10,1-8: Cf. nota em 1Mc 4,36-61.
 
* 9-13: Embora vitoriosos sobre Antíoco Epífanes, os judeus continuam expostos a novos ataques. Não basta conquistar uma vez a liberdade; é preciso conquistá-la sempre.
 
* 10,14-23: Judas procura consolidar a nova situação, tomando as fortalezas do sul e protegendo o país contra o perigo de incursões iduméias. Ao lado da luta contra os inimigos externos, o líder também deve estar atento ao perigo da corrupção interna que esvaziaria completamente o projeto revolucionário. 
 
* 24-38: Comparando com 1Mc, podemos notar que o autor não respeita a ordem dos acontecimentos. Interessa-lhe apenas mostrar que a luta de Judas Macabeu e seus companheiros conta com o auxílio divino, que os torna invencíveis.
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